A Fortaleza de Almeida e o Mundial 2026: da guerra aos campos de paz
Durante as Invasões Francesas a Portugal, as campanhas militares que marcaram este período envolveram alguns dos mais célebres comandos da época, cujas decisões influenciaram os acontecimentos vividos em Almeida.
Hoje, mais de duzentos anos depois, a História dá lugar à imaginação. Neste campo de futebol simbólico criado para assinalar o Mundial de Futebol 2026, antigos adversários vestem a mesma camisola e jogam na mesma equipa. Os comandantes que outrora disputaram e influenciaram o seu destino, unem-se agora num exercício de convivência e amizade entre povos, recordando que os locais marcados pela guerra podem tornar-se espaços de paz.
Esta mensagem, alinhada com o que o Município de Almeida pretende evocar durante as festividades do Cerco de Almeida, onde recriadores históricos portugueses, franceses, britânicos e de outras nacionalidades se reencontram anualmente para celebrar a união entre os povos, demonstram que o (re)conhecimento da História pode ser uma ponte para a amizade, o respeito mútuo e a cooperação entre nações.
Neste campo imaginário, os “jogadores” foram posicionados de forma simbólica, estabelecendo um paralelismo entre as suas funções militares e as posições ocupadas em campo. No ataque surgem André Masséna e Napoleão Bonaparte, figuras associadas à iniciativa ofensiva e à ambição de conquista. Logo atrás, no apoio ao ataque, encontram-se Michel Ney, Jean-Adoche Soult e Jean Louis Reynier, comandantes reconhecidos pela sua capacidade de liderança e manobra.
No centro do terreno, responsável por organizar o jogo e ligar todos os setores da equipa, está Arthur Wellesley, o Duque de Wellington, que ostenta a braçadeira de capitão. Na defesa, William Cox e William Beresford ocupam o eixo central, apoiados nos flancos por Francisco Bernardo da Costa e Almeida e Fortunato José Barreiros, formando uma linha sólida de contenção. A proteger a baliza encontra-se Miguel Pereira Forjaz, cuja ação foi fundamental na organização e coordenação dos esforços portugueses durante as Guerras Peninsulares.
Estes protagonistas da história ocupam hoje o mesmo campo, convidando a todos a olhar para o passado de Almeida e a reconhecer que aquilo que outrora dividiu povos pode hoje uni-los em torno da memória, do desporto e da paz.
𝗢 𝟮𝟮º 𝗖𝗲𝗿𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗺𝗲𝗶𝗱𝗮 𝗿𝗲𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮-𝘀𝗲 𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝟮𝟴, 𝟮𝟵 𝗲 𝟯𝟬 𝗮𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲.







