Hoje é o terceiro e último dia da Recriação Histórica do Cerco de Almeida! Conheça um pouco mais sobre a 3.ª Invasão Francesa e o seu impacto na Vila de Almeida.
Sabias que:
O incidente de 1810 foi o que mais profundamente marcou a imagem e os destinos da vila enquanto praça de guerra, e o que mais cicatrizes deixou, tanto no Património construído, como na memória do povo, a ponto de, ainda hoje, se reclamar a reconstrução do Castelo e de se venerar na vila a Nª. Sr.ª das Neves?
Reza a lenda que, após a grande explosão do paiol, “removerem-[se] pedras e toda a qualidade de materiais deteriorados e enegrecidos, procurando restituir àquele lugar um pouco do aspecto ordeiro e asseado do passado (…). O insólito surgiu então repentinamente sem ninguém o aguardar, todos olharam, estupefactos, o céu plúmbeo e escuro, o sol primaveril havia desaparecido como por encanto, dando lugar a um frio cortante e inesperado (…). Atónitos e perdidos, todos viram cair uma neve alva e gélida, que fez baixar imediatamente as impetuosas chamas do intenso braseiro, acabando por apagar o fogo todo. (…) Petrificados e sem fala, os almeidenses notaram no meio do amontoado de destroços queimados, uma imagem de Nossa Senhora, pertencendo à Igreja Matriz (…). A vila de Almeida ficaria para sempre ligada àquela imagem, por Sua vontade expressa, escrita com flocos de neve num dia primaveril, na presença de numerosas testemunhas”
Imagens:
1 e 2 – Imagem de Nossa Senhora das Neves
2- PLANTA de Almeida, Alexandra João Botelho de Vasconcelos e Sá tenente Engenheiro a levantou em 1836; GEAM/ DIE 18-1-2-2- (CAMPOS E COBOS 453)
Referências Bibliográficas:
CUNHA, Telmo – Almeida, estrela de memórias. Associação dos Amigos de Almeida : Guarda, 1999.








