Celebre o Dia Mundial do Cão!

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#municipioalmeida #CROAA

Sabias que o Museu Histórico-Militar de Almeida tem uma sala dedicada às Guerras Peninsulares?

Essa sala rememora o tempo em que a Praça-Forte perdeu o seu castelo, remetendo depois para as armas que à época defendiam o território nomeadamente a fortaleza de Almeida?

A Guerra Peninsular, decorreu na Península Ibérica, entre 1807 /1814. Portugal foi invadido pelos franceses em 3 grandes invasões.  A 3ª invasão, em 1810, entrou em Portugal pelo Nordeste, por Almeida.

Em 26 de Agosto de 1810, Almeida estava cercada sob o fogo da artilharia comandada pelo General André Massena, às 6 h da manhã iniciou o ataque à praça. Os estragos no casario e artilharia foram brutais, provocando muitos incêndios. Às 8 h da noite uma granada inimiga, caída sobre o Castelo, provocou uma explosão que arrasou a vila em mais de metade, com seus meios de defesa, pois ardeu toda a pólvora e ficou derrubada a muralha.

A brecha aberta na muralha levou então à rendição da praça. Mais tarde a praça-forte sofreria um novo ataque desta vez para voltar ao domínio Inglês.

Destacamos três detalhes importantes nesta sala:

O machado de infantaria – imagem 1:

O soldado porta-machado de infantaria, elemento da companhia de granadeiros teve aqui uma importância fulcral pois dependia dele o desbravamento de mato e corte de alguns obstáculos que pudessem entravar o movimento das tropas no terreno, uma vez que os regimentos tinham de percorrer longos quilómetros de mato sem caminhos ou acessos. Era obrigatório o uso de barba grande para todos os porta-machados.           

A baioneta (imagem 2) adaptava-se na espingarda para servir como arma branca, sendo muito importante o seu emprego no combate.

 E os reparos dos canhões com as suas grandes rodas (imagem 3).

No início da guerra peninsular a artilharia era composta por armas de bronze com calibres de 3,6,9 e 12, montadas em reparos de campanha, possuíam rodas grandes e com aros (abertas), para poderem fazer grandes percursos.                  Nesta altura temos três regimentos importantes que devemos destacar: O regimento 23 de infantaria, o regimento 4 de artilharia e o regimento 11 de cavalaria. A sua distinção é feita através das cores da gola e dos punhos, a chapa da barretina (nº regimento) e também pela cor do penacho.  

CERCO DE ALMEIDA 2025 - Promoção em destaque

– Capas dos Jornais – Correio da Manhã e Record

– Minibus em Viseu, com percursos pelo Centro Histórico, Palácio do Gelo e Feira de São Mateus

– Rede Multibanco – ATM

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INFORMAÇÃO – Incêndios | Levantamento de danos e prejuízos

O Município de Almeida informa que se encontra a efetuar o levantamento dos prejuízos ocorridos no incêndio que teve início no passado dia 20 de agosto e que afetou a freguesia de Almeida e União de freguesias de Azinhal, Peva e Valverde. 

Assim, solicitamos aos cidadãos que tenham sido afetados para comunicarem os respetivos prejuízos ao Gabinete de Proteção Civil de Almeida através do contacto telefónico 271 571 125 (Chamada para a rede fixa nacional), ou às Juntas/Uniões de freguesias, a fim de poderem beneficiar das medidas de apoio declaradas pelo Governo. 

Mais se informa que, no que respeita ao incêndio ocorrido na União de Freguesias da Miuzela e Porto de Ovelha já foram efetuados esses levantamentos, contudo se ainda existirem munícipes que não reportaram os seus prejuízos, poderão fazê-lo através deste contacto telefónico.

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Componente de Apoio à Família - CAF 2025

O Município de Almeida através da Divisão de Saúde, Ação Social, Educação, Desporto e Juventude, promove a partir do próximo dia 1 de setembro até ao início do ano letivo, um novo programa de atividades. 

Consulte a planificação AQUI

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Romances Históricos na Época Napoleónica

Os romances históricos passados na época napoleónica transportam o leitor para um período marcante da história europeia, entre o final do seculo XVIII e o início do século XIX. Este foi um tempo de grandes transformações políticas, sociais e militares, marcado pelas Guerras Napoleónicas, pela ascensão e queda de Napoleão Bonaparte e pelas mudanças profundas que afetaram o continente.

Nesse contexto os romances misturam personagens fictícios com figuras históricas reais, criando narrativas envolventes que exploram temas como a guerra, a amor, o heroísmo, a lealdade e a luta por ideias. Os autores retratam os campos de batalha, os salões aristocráticos, as intrigas políticas e o impacto das guerras na vida das pessoas comuns. Obras como “Guerra e Paz” de Tolstói, “Os Miseráveis” de Victor Hugo, “A Campanha” de Vítor Carmona, “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, “Vermelho e o Negro” de Stendhal, encontram-se na Biblioteca Municipal de Almeida e embora com abordagens diferentes, capturam o espírito dessa e ajudam o leitor a compreender o impacto da era napoleónica através de histórias emocionantes e humanas.

DIA DO ARTISTA | 24 de agosto

Hoje é celebrado o Dia do Artista, homenageando todos os artistas do mundo, desde o compositor, músico, bailarino, artesão, pintor, escultor, fotografo, poeta, escritor, ator, cineasta, entre muitos outros, que com a sua arte, cultivam novos sentimentos e fazem o homem fugir à sua realidade e sonhar.

O Município de Almeida agradece a todos os artistas que com o seu entusiasmo, dedicação, alegria e cor, já passaram pelo nosso território.

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Poternas (uma passagem documentada)

“Com a explosão das Minas provocadas pelos Franceses ao retirarem da Praça de Almeida, em 1811, (…) A poterna do baluarte de S. Pedro ficou intransitável. Foi feito o orçamento, para a sua recuperação, que dizia respeito a um pedaço de abóbada e que montava a 184$000, conforme declaração do coronel de engenharia, Pedro Folque, em 15 de Abril de 1813. Por ofício de 6 de Setembro de 1813, o Marechal Beresford ordenou que se continuasse tal poterna até encontrar o cano que dava saída às águas da Praça até ao fosso.

Encontrando-se, também as portas da Cruz Intransitáveis, mandou o Marechal Beresford, por ofício de 7 de Junho de 1813, que o coronel engenheiro Pedro Folque fizesse uma planta projectando a recuperação e o respectivo orçamento…”

Referência Bibliográfica:

Carvalho, Vilhena; Almeida, Subsídios para a sua História; 1988; vol.II; pp.7 e 16

AVISO de Reabertura das Termas de Almeida-Fonte Santa

Informamos que as Termas de Almeida – Fonte Santa tiveram de encerrar temporariamente devido ao recente incêndio que atingiu o nosso concelho.

A reabertura está prevista para a segunda-feira, dia 25 de agosto, caso as condições se mantenham favoráveis.

Agradecemos a compreensão de todos e esperamos recebê-los novamente em breve.

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Sabias que o Tenente-Rei da praça Francisco Bernardo da Costa e Almeida foi condenado injustamente? 

Francisco Bernardo da Costa e Almeida nasceu em 1765, na cidade de Viseu.

Com a ameaça da 3ª Invasão Francesa, foi integrado nas forças de defesa da Praça-forte de Almeida com a função de Tenente-Rei, substituindo o Governador Beresford na sua ausência.

Almeida, na manhã de 27 de Agosto estava reduzida à penúria. Entraram na Praça dois parlamentários para falar ao Governador, apresentando-lhe uma intimação de Massena para se render. Foi convocado o Conselho de Guerra para tratar da sua negociação.

O Tenente-Rei “teve o prestígio suficiente para se fazer ouvir e obedecer”, teimando em inquirir os seus oficiais. Foi resolvida a capitulação, sem que nem um nem outro precisassem de votar, assinada pelo Governador Guilherme Cox.

Da convenção da capitulação transcrevemos a seguir o texto original:

– «Acampamento defronte de Almeida, 27 de Agosto de 1810.

Ass. O Marechal, Príncipe de Essling, Comandante em chefe do Exército de Portugal –  Massena,

Aceito  –  Guilherme Cox, Governador».

Massena instalou o seu Quartel-general no Fuerte de la Concepción. O Tenente-Rei, recusando-se a servir os franceses, ficou prisioneiro.

O desastre sobre o paiol e os gravíssimos danos que a estrutura defensiva sofreu levaram os Marechais Wellington e Beresford a reconhecer “não poder a praça d’Almeida defender-se proficuamente até muito tarde (…)”; contudo, não esperavam que a capitulação fosse tão precoce. Na sequência da mesma, o Coronel Cox redigiu uma carta a Lord Liverpool, a qual esteve na origem do processo que haveria de condenar o Tenente-Rei. A carta chegou a Wellington, que a devolveu a Beresford.

Este desastre tinha de ser atribuído a alguém. Urgia ilibar o Governador Cox e encontrar um “cabeça de turco” para justificar o desaire.

O Tenente-Rei foi preso em 1810 pelo exército napoleónico na sequência da capitulação da Praça-forte de Almeida. Cerca de 30 dias depois conseguiu evadir-se, com o objetivo de se encontrar com Beresford. Ao fim de aproximadamente 3 meses chegou finalmente ao Cartaxo. No entanto, sem esperar, foi preso por ordem de Beresford.

Foi enviado para os calabouços do Castelo de São Jorge, onde ficaria cerca de um ano sem conhecer as acusações que sobre ele recaíam.

Em Outubro de 1811 foi-lhe instaurado o processo com base numa carta do Governador Cox a Lord Liverpool.

Em 1812, entre 18 e 20 de Abril decorreu o Conselho de Guerra. Apesar dos testemunhos a favor o Tenente-Rei foi condenado e a sentença lavrada a 20 Abril 1812, e confirmada a 15 de Junho por Beresford, o qual a mandou publicar a 12 de Agosto, não se baseando em traição mas por “cometer fraqueza e mostrar desanimo”, cabendo-lhe a pena de morte.

“…foi sacrificado inocente… que nunca foi traidor… nunca cobarde… e por isso infundadamente se lhe imputou a entrega de Almeida e injustamente foi condemnado contra as provas dos autos… Tem por consequência bem merecido direito a conservar illeza na posteridade a sua reputação e fama.

Viva pois na memoria dos homes, aquelle que entre os homes viver mais não pôde…”

O Tenente-Rei foi arcabuzado a 22 de Agosto de 1812.

Imagem 1: Reconstituição possível dos traços fisionómicos do Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida.

Imagem 2: Execução Militar

Referência Bibliográfica: Almeida, António de Pádua da Costa e. “ Memória Analítica do Conselho de Guerra ao Coronel Francisco Bernardo da Costa e Almeida”

Museu Histórico-Militar de Almeida desafiou crianças e famílias com a atividade “8 Salas, 8 Mistérios”

O Serviço Educativo do Museu Histórico-Militar de Almeida promoveu mais uma iniciativa do projeto “O Museu não vai de Férias”, com a atividade “8 Salas, 8 Mistérios”.

Munidos de um mapa, os pequenos exploradores e famílias percorreram as diferentes salas do Museu, encontrando pistas que os ajudaram a desvendar palavras misteriosas. Em cada espaço, a atenção aos detalhes, às peças em exposição e às letras dispersas, revelou-se essencial para completar a missão.

O objetivo final foi descobrir as palavras misteriosas e, assim, conquistar um pequeno tesouro.

Para além de proporcionar momentos de diversão em família, a iniciativa teve como propósito aproximar o público jovem ao património histórico-militar, despertando a curiosidade e o espírito de investigação.

Com propostas lúdicas e educativas, o projeto “O Museu não vai de Férias” reforça o papel do Museu Histórico-Militar de Almeida enquanto espaço de encontro, descoberta e valorização da memória coletiva.

O Serviço Educativo do Museu esforça-se continuadamente por promover atividades diferenciadas, que possibilitam um novo olhar sobre o espaço museológico e aproximam o público das coleções de forma criativa e participativa. 

Para além das ações dirigidas às famílias e visitantes em geral, os grupos escolares podem solicitar o Caderno de Atividades do Serviço Educativo, escolhendo propostas pedagógicas a desenvolver com os seus alunos em contexto de visita.

Agradecemos a todos os participantes desta edição cuja presença e o entusiasmo foram essenciais para o sucesso da iniciativa. Bem-haja!

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A Moda Feminina Império de inícios do XIX – Origens e Influências

O ano de 1800 anunciou um novo século e um novo mundo. O cenário de moda estava a mudar de forma drástica e rápida em relação aos estilos da geração anterior. A Revolução Francesa derrubou a velha hierarquia mundial, alterando para sempre o modo de vestir durante a década de 1790. A peça de vestuário que despoletou esta mudança foi, curiosamente, a Chemise à la Reine, protagonizado por nada mais do que a própria rainha de França, Marie Antoinette, num retrato de 1783. Um vestido escandaloso à época pela sua informalidade, mas que rapidamente se torna popular e se generalizam na Europa no fim da centúria. O neoclassicismo torna-se em voga. O novo estilo clássico, imitando as vestes das antigas democracias, parecia ser evidência de uma filosofia política em ascensão. Os largos saiotes, os espartilhos afunilados e as sedas estampadas do século XVIII fundiram-se num vestido neoclássico que revelava o corpo natural, com cintura subida e musselinas leves e drapeadas. As mulheres elegantes procuravam conscientemente reproduzir as supostas modas da Grécia ou Roma Antigas. Tudo, desde os penteados aos xailes drapeados, evocava a antiguidade. A preeminência do branco como cor de vestuário deveu-se, em parte, à suposição incorreta retirada da estatuária clássica de que as mulheres usavam apenas branco.

No entanto, o neoclassicismo não foi a única influência na moda durante o século XIX. Notavelmente, as campanhas de Napoleão Bonaparte trouxeram inspiração de todo o mundo. Por exemplo, a sua ocupação do Egito popularizou os turbantes como trajes de noite. No final da década, a ornamentação espanhola, como mangas cortadas e o uso intenso de peles importadas da Rússia, Polónia e Prússia, foi o resultado das incursões de Napoleão nestes países. Os ornamentos góticos começaram a aparecer por volta de 1810, e também foram vistos elementos fantasiosos de vestuário pastoral. Os vestidos sofreram alterações graduais durante o século XIX, perdendo muito do volume arredondado que tinham da década anterior. Nos primeiros anos, as caudas longas eram comuns nos vestidos da moda, tanto para uso diurno como noturno, mas começaram a desaparecer gradualmente por volta de 1807. Em 1810, as saias já eram muito mais direitas, e o volume que restava na saia concentravase na parte de trás, enquanto a parte da frente era plana, caindo diretamente no chão. O aspeto mais reto e esguio da moda império também se refletia nas costas do corpete, um formato distinto de “losango”, dando um efeito de costas pequenas. Os tecidos do século XIX eram frequentemente enriquecidos com bordados. Fios brancos, coloridos e dourados eram utilizados para decorar vestidos com uma variedade de desenhos bordados. Embora o branco fosse, sem dúvida, a cor mais elegante para os vestidos, a sua manutenção era difícil e dispendiosa. Os algodões estampados mais resistentes, em várias cores, eram usados no dia-a-dia, enquanto as sedas eram comuns em ocasiões formais. Uma discussão sobre os têxteis do século XIX ficaria incompleta sem mencionar o ressurgimento da seda francesa. Em 1804, Napoleão declarou o Império, tornandose Imperador, e fez renascer o luxo e a pompa do Antigo Regime, instituindo novamente trajes luxuosos da corte. A indústria da seda foi impulsionada através de um decreto imperial determinando que apenas seda francesa deveria ser utilizada em cerimónias formais. Só as comissões imperiais salvaram a indústria da moda francesa, que tinha sido dizimada durante a Revolução. Embora Paris fosse o centro da moda feminina, os melhores algodões eram originários da Grã-Bretanha e da Índia; Napoleão proibiu o uso de algodão estrangeiro para estimular a manufatura francesa. A sua esposa, Josefina, era a mulher mais elegante da época, a líder indiscutível da moda, e negociava habilmente as contradições de uma moda que preferia a musselina simples com as exigências do traje da corte.

Antes do despoletar do estado de guerra entre nações, e mesmo após a partida da corte portuguesa para o Brasil em 1807, a realeza e nobreza portuguesa seguiam, no geral, a moda francesa, usando luxuosas sedas nos seus trajes de corte.

Apesar disto, é curioso verificar a predileção que D. Carlota Joaquina detinha pela musselina de algodão, conhecida por escolher envergar “demasiadas vezes” vestidos de musselina em ocasiões consideradas demasiado formais para corte.

Imagem 1 – WOODWARD, George Murgatroyd – The Fashions of the Day, or Time Past and Present, 1807.

Imagem 2 – LE BRUN, Élisabeth Louise Vigée – Porträt von Marie Antoinette im Musselinkleid, 1783.

Imagem 3 – GÉRARD, François – Portrait de Joséphine, 1801.

Imagem 4 – SEQUEIRA, Domingos. – Retrato de D. Carlota Joaquina, Rainha de Portugal, 1802-1806.

Referências Bibliográficas:

BYRDE, Penelope (1992) – Nineteenth Century Fashion. London: Batsford;

FOSTER, Vanda (1984) – A Visual History of Costume: The Nineteenth Century. London: BT Batsford; LE BOURHIS, Katell [ed.] (1989) – The Age of Napoleon: Costume from Revolution to Empire 1789-1815. New York: The Metropolitan Museum of Art.

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Saiba mais em https://www.cm-almeida.pt/evento/21o-cerco-de-almeida/

Aguardamos a sua visita!

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𝗘𝗻𝗰𝗲𝗿𝗿𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼𝗿𝗮́𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗧𝗲𝗿𝗺𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗺𝗲𝗶𝗱𝗮-𝗙𝗼𝗻𝘁𝗲 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮

Em virtude do incêndio que deflagrou hoje, nas Cinco Vilas, Alto do Palurdo, as Termas de Almeida-Fonte Santa por motivos de segurança e proteção civíl encontram-se encerradas até novas indicações.

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O Soldado Caçador Tillet.

“Apesar das precauções tomadas por Tillet, os soldados ingleses reconheceram e seguiram as suas pegadas (…) vendo que estava a ponto de ser descoberto meteu imediatamente na boca a ordem escrita de que era portador, e apesar da grande frialdade da água, entrou na fonte até ao pescoço (…) posteriormente, este bravo soldado foi recompensado com uma pensão e com a cruz da Legião de Honra. Sem esta ação espantosa ter-se-ia perdido a guarnição de Almeida”.

Na noite de 10 para 11 de maio de 1811, enquanto os aliados dormiam convencidos de que a rendição era iminente, os soldados franceses evacuaram silenciosamente a fortaleza, após terem minado as defesas. Deixaram explosivos em pontos estratégicos e fugiram da fortaleza pela Poterna de S. João de Deus em direção a Ciudad Rodrigo.

O plano foi ousado, mas quase perfeito. Quando os britânicos entraram na praça na manhã seguinte, encontraram as muralhas parcialmente destruídas e os franceses em fuga. Brenier perdeu apenas cerca de 300 homens já fora do território português e conseguiu reunir-se ao exército francês em Espanha, com grande honra pessoal.

Este episódio é lembrado como uma das fugas mais ousadas da história militar europeia. Visitar Almeida hoje é descobrir um palco real de cerco e fuga, onde se cruzaram engenho, coragem e estratégia. Ao longo da fortificação ainda existem marcas dos combates e das explosões. O Museu Histórico-Militar de Almeida exibe um acervo relacionado com este período histórico-militar da fortaleza de Almeida e de Portugal.        

Referências Bibliográficas:

British Battles – Battle of Fuentes de Oñoro (1811): https://www.britishbattles.com/peninsular-war/ Guingret, M. (2010). Campanhas do exército português: 1810. Livros Horizonte

Do Seminário Patriarcal ao aparecimento do Conservatório de Música de Lisboa – iniciação da disciplina de flauta

            Durante os reinados de D. José I e D. Maria I verificou-se que, apesar de terem surgido no meio musical português instrumentistas do mais alto nível europeu, estes estavam na sua maioria ao serviço da Orquestra da Real Câmara, e que nem sempre foram aproveitados os seus serviços no ensino público. Isto quer dizer que as políticas e as reformas institucionais que sustentaram o Seminário Patriarcal não contemplaram a inserção destes instrumentistas nos seus quadros, como foi o caso de Rodil. É de notar que com o acentuar da crise do regime absolutista e toda a sua política cultural, o próprio Seminário, assim como outras instituições musicais, como o caso da Escola de Santa Catarina, entrariam neste período num certo declínio. Alguns factores estiveram na origem desta situação: a importância central que ocupava a ópera italiana, as ideologias políticas do Marquês de Pombal, que causavam um permanente conflito com as ordem religiosas, e o próprio terramoto de 1755, que levaria a deixar a recuperação institucional e estrutural do Seminário para segundo plano em face da prioridade das reformas pombalinas. Perante este enquadramento, e com ordem legal de 2 de Maio de 1822, o Seminário Patriarcal recebeu ordens para encerrar as suas portas e viria a ser extinto em definitivo em 1833. Os professores deste estabelecimento foram transferidos para a nova estrutura de ensino musical, ou seja, a Aula de Música na Casa Pia, criada por decreto-lei de 28 de Dezembro de 1833. Como comenta António Vasconcelos (2002, p. 48), este núcleo constituiria o futuro Conservatório de Música de Lisboa, que viria a ser fundado por D. Maria, por decreto-lei de 5 de Maio de 1835.

             O Conservatório de Música iria ficar incorporado numa estrutura maior, isto é, fazendo parte do Conservatório Geral da Arte Dramática, tendo como seu reitor Almeida Garrett. O modelo adoptado seria o do Conservatoire National de Musique et de Declamation de Paris, que abrangia três escolas: Escola de Música, Escola de Declamação e a Escola de Dança. O Conservatório não iniciou de imediato as suas actividades, existindo apenas matrículas de alunos a partir de Dezembro de 1837. As primeiras candidaturas localizadas nos Livros de Matrículas dizem respeito ao ano lectivo de 1838/39. As disciplinas que estavam em prática eram as seguintes: Canto, Piano, Rebeca, Violoncelo, Rebecão grande, Clarinete, Oboé, Flauta, Trompa/Corn., Trombone e Rudimentos. Neste período, a disciplina de Flauta e Flautim esteve a cargo do professor Francisco Kuchenbuch, leccionou a disciplina de flauta no Seminário Patriarcal, onde terá dado entrada em 1824. Para além da cadeira de flauta, também estava sob sua responsabilidade a leccionação de outros instrumentos de sopro, entrou para o Seminário Patriarcal como Professor de Instrumentos de latão, uma designação para todos os instrumentos de bocal, nomeadamente Trompa, Clarim e Trombone”. Kuckenbuch para além de ter alunos inscritos nas aulas de Trompa/Corn e Trombone, tinha sete alunos inscritos em Flauta. É de salientar que a disciplina de flauta foi a mais concorrida, depois das tradicionais disciplinas de piano com onze alunos, sob a regência de Francisco Migone e a Rebeca com nove alunos, do professor Vicente Mazoni.

Kuckenbuch poderá não ter sido um especialista da flauta traversa; porém, o seu domínio, enquanto instrumentista de sopros, garantiu-lhe o assegurar da disciplina de flauta, até 1840.

Ainda de assinalar, a criação do conservatório para o ensino da música em Lisboa é fortemente devida ao compositor português João Domingos Bomtempo (1775-1842), que era igualmente um pedagogo de reconhecido mérito. Quando regressou a Portugal (1834), Bomtempo pôs em prática a reforma do ensino musical em Portugal, com base nos contactos que foi fazendo no estrangeiro e com a observação das respectivas reformas de ensino musical, tanto em França como na Inglaterra.

Imagens

Antigo edifício do Conservatório Nacional, hoje sede da Escola de Música do Conservatório Nacional

Salão nobre do conservatório nacional

Flauta de 1 chave – Friedrich Haupt (c.1720-c.1811), coleção privada de D. Thomas, Texas, EUA.

Flauta cônica com o sistema de Boehm (1832).

Referências Bibliográficas:

BRITO, Manuel Carlos de; CRANMER, David. Crónicas da vida musical portuguesa na primeira metade do século XIX. Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda, 1990.

FUENTE, Maria José de La. J. Domingos Bomtempo e o Conservatório de Lisboa. Lisboa: Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, 1993.

SAGUER, João. História da Flauta e os Flautistas Célebres. Lisboa: Editora Gráfica Portuguesa, 1940.

VASCONCELOS, António. O Conservatório de Música – Professores, Organização e Políticas. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional: Ministério da Educação, 2002. VIEIRA, Ernesto. Diccionário Biographico de Músicos Portugueses. Lisboa: Tipografia Matos, Moreira e Pinheiro, 1900. 2 v.

Aviso - Interrupção do Abastecimento de água | Miuzela

Informamos que se estão a verificar dificuldades temporárias no abastecimento de água à localidade da Miuzela, devido a constrangimentos por parte do fornecedor Águas do Vale do Tejo.

Estamos em contacto com a entidade responsável e a situação está a ser acompanhada com urgência, no sentido de se proceder à reposição do serviço o mais rapidamente possível.

Agradecemos a compreensão de todos e pedimos desculpa pelos incómodos causados.

#municipioalmeida

AVISO | CONDICIONAMENTO DE TRÂNSITO | 21º Cerco de Almeida

𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗛𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗰𝗼 𝗱𝗲 𝗔𝗹𝗺𝗲𝗶𝗱𝗮

Caros Residentes da Vila de Almeida,

Com a aproximação das Comemorações do 21º Cerco de Almeida, gostaríamos de informar que haverá um 𝗰𝗼𝗻𝗱𝗶𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗿𝗮̂𝗻𝘀𝗶𝘁𝗼 𝗲𝗺 𝘃𝗮́𝗿𝗶𝗮𝘀 𝗿𝘂𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮 𝘃𝗶𝗹𝗮, com vista a uma melhor participação nos eventos por parte da população e visitantes. Entendemos que estas mudanças podem causar algum transtorno e, por isso, pedimos a vossa compreensão e colaboração durante este período festivo.

Pedimos que:

Respeitem as sinalizações temporárias e as instruções dos agentes de trânsito.

Planeiem as vossas deslocações com antecedência, considerando os condicionamentos.

Utilizem, sempre que possível, meios de transporte alternativos como bicicletas ou caminhadas.

Sejam pacientes e compreensivos com os trabalhadores e organização do Cerco.

As Festas do Cerco são um momento especial para todos nós, e a colaboração de cada um é fundamental para garantir que todos possam desfrutar deste evento com segurança e tranquilidade. Agradecemos desde já a vossa colaboração e compreensão.

𝗔𝗹𝘁𝗲𝗿𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗽𝗼𝗻𝘁𝘂𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗧𝗿𝗮̂𝗻𝘀𝗶𝘁𝗼

Durante a realização do evento, serão pontualmente cortadas e/ou alteradas a circulação ou sentidos de trânsito em curtos espaços de tempo, para facilidade do transporte de materiais e/ou pessoas.

𝗣𝗮𝗿𝗮 𝗼𝗯𝘁𝗲𝗻𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝘇𝗮𝗰̧𝗼̃𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝗻𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗲 𝘀𝗮𝗶́𝗱𝗮 𝗱𝗲𝘃𝗲𝗺 𝗱𝗶𝗿𝗶𝗴𝗶𝗿-𝘀𝗲 𝗮̀ 𝗕𝗶𝗯𝗹𝗶𝗼𝘁𝗲𝗰𝗮 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶𝗽𝗮𝗹 𝗠𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗡𝗮𝘁𝗲́𝗿𝗰𝗶𝗮 𝗥𝘂𝗶𝘃𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗿𝗲𝗴𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗲 𝘃𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼, 𝗮 𝗽𝗮𝗿𝘁𝗶𝗿 𝗱𝗼 𝗱𝗶𝗮 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗮𝗴𝗼𝘀𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟱.

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“Noite de 18 para 19. Trabalha-se na confecção de onze baterias, das quais oito por ricochete para trespassar a defesa do bastião atacado, meias luas e ramos dos caminhos cobertos com vistas sobre o ataque. Duas dessas baterias destinam-se, depois da destruição dos fogos do inimigo, a abrir brechas na muralha. O alvo do ataque é composto pelo bastião de S.Pedro e por duas semiluas.

Os trabalhos do ataque e a construção das baterias apresentam grandes dificuldades por causa da natureza do solo. Não é possível escavar sem encontrar rocha e é necessário cobrir-se constantemente com sacos cheios de terra e feixes de ramos. Faz-se uma aproximação à praça por ziguezagues que terminam em duas paralelas, sem se disparar um tiro de canhão, embora várias baterias estejam armadas, e com perda de muitas vidas.

Em 26 de Agosto, às 5 da manhã, estando armadas todas as baterias, o tiroteio começa de repente e sobre todos os pontos ao mesmo tempo: 64 peças de grosso calibre atiram sobre a vila, que tem uma área pouco extensa. Que despertar para aqueles infelizes habitantes!…”

Imagem 1 retirada do Livro: “The French Campaign in Portugal 1810 – 1811 – An Account by Jean Jacques Pelet”.

Imagem 2 – Capa do livro “The French Campaign in Portugal 1810 – 1811 – An Account by Jean Jacques Pelet”.

Referência Bibliográfica:

Memórias Militares de Um Oficial do Primeiro Império

Linhas de Torres Vedras: memórias francesas sobre a III invasão / introd. António Ventura; trad. Maria da Luz Veloso; rev. Alice Araújo. – Lisboa: Livros Horizonte, 2010. pág, 91.

"O Museu não vai de Férias"

O Município de Almeida, através do serviço educativo do Museu Histórico-Militar de Almeida, no Projeto “O Museu não vai de Férias”, convida-vos, crianças e famílias, a divertirem-se juntos neste novo desafio “8 salas, 8 mistérios”.

A vossa missão é seguir o mapa do Museu e explorar cada sala com atenção.

Em cada espaço, vais encontrar pistas que vão ajudar a descobrir palavras misteriosas. Prestem atenção aos detalhes, observem os objetos e letras à vossa volta para desvendar cada uma das 8 palavras.

Anotem tudo no vosso mapa, ele é o vosso guia nesta jornada.

No final, se conseguirem completar o mapa com todas as palavras, receberão um pequeno tesouro!

Boa sorte e divirtam-se nesta jornada de descobertas!

Dia 20 de agosto, das 15h30 às 16h30.

Atividades sujeitas a inscrição prévia pelo telefone 271 571 229 (Chamada para a rede fixa nacional) ou através do e-mail museu.militar@cm-almeida.pt

#municipioalmeida

Sabias que…

O mais importante cerco que sofreu Almeida (1810) foi precedido de outro muito difundido nos meios da espionagem militar sobre a forma como o Marquês de Sarriá gizou a tomada de Almeida em 1762?

Os destroços da muralha após o cerco de 1762 apenas aparecem num plano de 1764, português que parece querer representar o movimento do cerco de 1762. O plano do Espanhol Gaver de 1763, e os planos portugueses de 1765 e 1766 não nos demonstram os danos sofridos na fortificação. Não sabemos assim o tipo de reparações realizadas já que a mesma frente foi arrasada em 1810.

Contudo sabemos não terem sido pequenos já que Gaver assegurava que “constava a sua população de 660 fogos, com 2 350 residentes, mas com os estragos das bombas, ficaram arruinados dois terços da habitação”. O coronel Mac-Lean, comandante das tropas inglesas estacionadas em Almeida, supervisionou as brechas e detetou estragos nas bermas do Baluarte de Sto. António e um grande estrago no Bte. de S. Pedro.

Ao invés, no cerco de Almeida de 1810, mantém-se o mesmo desenho de assédio sendo a Praça-Forte atacada no mesmo quadrante, contudo e perante o desaire da explosão do paiol do castelo, a capitulação de Almeida aconteceu sem necessidade de outras manobras estratégicas.

A explosão provocou grave dano quer na fortificação quer no núcleo urbano, conforme demonstra a iconografia minuciosa de Coronel Caula e Major Neves Costa (em esboço e em Planta) sobre o “Estado da Fortificação originada pelo assalto napoleónico, e seguidamente pelo sítio anglo-luso, na envolvência do movimento de expulsão das hostes de Massena”.

Imagens:

0 – Vista aérea de Almeida

1 – Plano da Praça de Almeida, com seus Ataques, O Ajudante de Cavrª de Almd.ª a João Bernardo Real da Fonseca a fez” – GEAEM/DIE -27-1–2-2 ( p.360)

2 – Plano de Plaza de Almeida situada en la comarca de Pinel, aunque separada la jurisdicción, se halla en los 40 grs y 20 min. de latitud, 11grs y 20 mins. de longitud – CGE. Ar. G bis.T.6-C.4-131 ( p.365)

3- Planta da Praça de Almeida e seus Ataques, Tirada por ordem do Marechal de Campo e Governador da mesma Praça Francisco Maclean 1764  – GEAEM/DIE14-1-2-2 ( pg 370)

4 – Carte de La situation de la Ville d D´Almeyda, 1766 – Jacques Funk – AHM 4/1/2/1 (p.372)

5 – Esboço do Plano e Profiz da Praça de Almeida, o Tenente-Coronel Caula e o Major Neves Costa – AHM/FE/3/47/18370 ( p.423)

Referência Bibliográfica: Campos e Cobos; Almeida/ Ciudad Rodrigo; ” A Fortificação da Raia Central”; Consorcio Transfronteirizo de Ciudades Amuralladas; 2016

As Cores do Cerco de Almeida: Identidade Visual e Diferenciação Militar no Contexto das Invasões Napoleónicas

Durante o período das Invasões Napoleónicas (1807–1811), a utilização sistemática da cor nos uniformes militares teve uma função central na organização táctica dos exércitos, na construção da identidade das unidades e na comunicação visual em campo de batalha. A clareza visual permitia distinguir aliados de inimigos, facilitava o comando e contribuía para o moral das tropas. Esta importância é particularmente evidente no caso do Regimento de Infantaria N.º 23, unidade sediada na praça-forte de Almeida, que participou ativamente no conflito. O uniforme do Regimento N.º 23 era composto por três cores distintas: vermelho vivo, azul ferrete e azul claro. O vermelho , presente nos detalhes da casaca, vivos, forro e laços,  estava em linha com a tradição militar portuguesa e europeia de uso de cores vivas. A par com o azul eram as cores da Coroa Portuguesa, representadas nos laços das barretinas que utilizavam os soldados. O azul ferrete, um tom escuro de azul tendente ao púrpura, revestia o maior do uniforme, conferindo sobriedade e autoridade à figura do soldado. O azul claro, presente nas golas e nos canhões das mangas, acrescentava contraste e permitia rápida identificação visual da unidade, particularmente útil em combate.

Estes elementos visuais não só distinguiam o regimento no seio do Exército Português, como também eram essenciais para evitar confusões no campo de batalha, onde múltiplas unidades e nacionalidades operavam em conjunto ou em confronto direto.

No âmbito das Invasões Napoleónicas, os principais exércitos presentes na Península Ibérica apresentavam códigos cromáticos distintos: O Exército Português, após a reorganização de 1808 liderada por oficiais britânicos como Beresford, adotou o azul escuro (ferrete) como base geral, com cores específicas para cada regimento nos vivos, nos forros, nas golas e nos canhões das mangas. O Exército Britânico era facilmente identificável pelas suas casacas vermelhas escarlates, associadas à infantaria de linha, com calças brancas ou cinzentas e acessórios negros ou dourados. O Exército Francês utilizava uniformes de azul escuro, geralmente acompanhados de calças brancas e elementos vermelhos, refletindo a estética imperial pós-revolucionária. O Exército Espanhol, embora heterogéneo, mantinha como cor tradicional o branco, especialmente nas casacas, com variantes em azul, vermelho ou amarelo. As milícias e guerrilhas populares, especialmente ativas em território nacional e em Espanha, não possuíam uniformes padronizados. Utilizavam vestuário civil com insígnias improvisadas, faixas ou chapéus identificativos. A distinção visual era, portanto, uma necessidade estratégica, além de um meio de reforçar o espírito de corpo. O Regimento N.º 23, nas cores que envergava, representava não só uma identidade local (ligada à praça de Almeida), mas também a resistência nacional frente à força invasora francesa durante as campanhas das Invasões Napoleónicas.

Referências Bibliográficas:

Esparteiro, A. (1947). História do Exército Português. Lisboa: Estado-Maior do Exército.

Chartrand, R. (2000). Portuguese Army of the Napoleonic Wars (Vol. 1–3). Osprey Publishing.

Oman, C. (1902–1930). A History of the Peninsular War. Oxford: Clarendon Press.

Elting, J. R. (1988). Swords Around a Throne: Napoleon’s Grande Armée. New York: Free Press.

Blond, G. (2001). Napoleon: The Conquest of Europe. London: Cassell & Co.

Museu Militar de Lisboa – Catálogo de Uniformes Históricos (coleção permanente). Pires, A. J. T. (1999). O Sistema de Defesa da Fronteira Portuguesa na Beira Interior: 1800–1810. Coimbra: CEIS20.

A Recriação Histórica do Cerco de Almeida está a aproximar-se! Conheça um pouco mais sobre a 3.ª Invasão Francesa  e o seu impacto na vila de Almeida.

Conheça um pouco mais sobre a 3.ª Invasão Francesa  e o seu impacto em Portugal:

“Em todo lado os habitantes escondiam-se quando nos aproximávamos, não só nas aldeias como mesmo nas grandes cidades (…) não se pode fazer-se uma ideia da tristeza que um espetáculo daqueles inspirava; era preciso deitar abaixo todas as portas para nos abrigarmos; por vezes encontrava-se algumas provisões que os habitantes não tinham tido tempo de levar consigo, noutras estava tudo vazio e então partilhávamos tudo o que tínhamos. Os próprios soldados punham as casas de pernas para o ar, para aí encontrarem víveres, entregando-se ao mesmo tempo a uma pilhagem que não podíamos impedir. Frequentemente encontrava-se nos jardins, nos campos armazéns escondidos que ofereciam recursos precisos; foi assim que montei a minha casa com porcelana muito bela”.

Imagens 1 e 2: retiradas do documento online – ‘Álbum de campanha sobre marchas, manobras e planos de batalha do exército português, realizados no âmbito da Guerra Peninsular, pelo capitão Manuel Isidro da Paz’. Portugal, Torre do Tombo, Códices e documentos de proveniência desconhecida, n.º 212.

Referência Bibliográfica:

Memórias de General Béchet de Léocour.

Linhas de Torres Vedras: memórias francesas sobre a III invasão / introd. António Ventura; trad. Maria da Luz Veloso; rev. Alice Araújo. – Lisboa: Livros Horizonte, 2010. pág, 132.

𝗔𝘁𝗶𝘃𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗔𝗻𝗶𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗔𝗽𝗼𝗶𝗼 𝗮̀ 𝗙𝗮𝗺𝗶́𝗹𝗶𝗮 - 𝗔𝗔𝗔𝗙

É já a partir do dia 18 de agosto que retomamos as nossas atividades de verão junto dos mais pequenos, até dia 12 de setembro, finalizando assim o Período de Férias de Verão

Programa completo aqui -> https://rb.gy/5g37tw

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Município de Almeida recebe Peregrino que Caminha de Paris até Fátima

O Município de Almeida recebeu esta segunda-feira, na Fronteira de Vilar Formoso, um peregrino muito especial que está a realizar uma caminhada desde Paris até Fátima.

Conhecido nas redes sociais pelo perfil @rumoafatima no TikTok, o peregrino foi recebido pela autarquia, na pessoa da Vereadora Nazaré Ribeiro, que lhe ofereceu alguns brindes e apoio logístico. Para além disso, teve ainda acesso a cuidados de saúde e bem-estar através da unidade móvel de saúde “Perto de Ti + Saúde”, promovida pelo município.

A iniciativa do peregrino tem vindo a conquistar milhares de seguidores nas redes sociais, sensibilizando para a fé, resiliência e determinação ao longo de centenas de quilómetros até ao Santuário de Fátima.

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Dia Mundial da Juventude 2025

O Dia Mundial da Juventude celebra-se todos os anos (desde 1999) a 12 de agosto, uma data designada pelas Nações Unidos no seguimento de uma conferência mundial com os Ministros da Juventude celebrada em Lisboa em 1998.

O Município de Almeida associa-se mais uma vez às comemorações deste dia com entradas livres no Museu Histórico Militar de Almeida e no Pólo Museológico, Vilar Formoso – Fronteira da Paz, Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes, para jovens até aos 29 anos de idade.

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Acompanhamento dos Compostores Domésticos – Agosto

O Municipio de Almeida informa que ao longo do mês de agosto será realizado o acompanhamento dos compostores domésticos atribuídos no âmbito do projeto de compostagem.

Este acompanhamento consiste numa visita técnica ao local onde se encontra o compostor, com o objetivo de:

Apoiar os utilizadores na correta utilização do equipamento

Esclarecer dúvidas sobre o processo de compostagem

Verificar o estado do compostor e sugerir melhorias, se necessário

A visita será feita por um técnico especializado, num horário previamente acordado com cada participante. Esta ação tem caráter pedagógico e de apoio, não sendo uma inspeção formal.

Contamos com a colaboração de todos para garantir o sucesso da compostagem doméstica e promover práticas mais sustentáveis no nosso concelho 🌱

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19ª VOLTA A PORTUGAL DE JUNIORES EM ALMEIDA

Almeida volta a receber a Volta a Portugal de Juniores, no dia 29 de agosto, sexta-feira, através da 2.ª etapa da 19.ª edição da prova.
A 2ª Etapa da prova arranca de Trancoso pelas 12H30 e tem o final previsto pelas 15H00, em Almeida, no Largo 25 de abril.
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Aviso | Condicionamento de Trânsito

𝗔𝗩𝗜𝗦𝗢 | 𝗖𝗢𝗡𝗗𝗜𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢 𝗗𝗘 𝗧𝗥𝗔̂𝗡𝗦𝗜𝗧𝗢 ⚠️

O Município de Almeida informa que, no dia 7 de agosto, durante o período da manhã, o acesso à Rua Comendador Cardoso estará condicionado, estando interditada à circulação automóvel no troço compreendido entre a Travessa da Pereira e a Rua Afonso de Albuquerque.

#municipioalmeida