Mapa

“Noite de 18 para 19. Trabalha-se na confecção de onze baterias, das quais oito por ricochete para trespassar a defesa do bastião atacado, meias luas e ramos dos caminhos cobertos com vistas sobre o ataque. Duas dessas baterias destinam-se, depois da destruição dos fogos do inimigo, a abrir brechas na muralha. O alvo do ataque é composto pelo bastião de S.Pedro e por duas semiluas.

Os trabalhos do ataque e a construção das baterias apresentam grandes dificuldades por causa da natureza do solo. Não é possível escavar sem encontrar rocha e é necessário cobrir-se constantemente com sacos cheios de terra e feixes de ramos. Faz-se uma aproximação à praça por ziguezagues que terminam em duas paralelas, sem se disparar um tiro de canhão, embora várias baterias estejam armadas, e com perda de muitas vidas.

Em 26 de Agosto, às 5 da manhã, estando armadas todas as baterias, o tiroteio começa de repente e sobre todos os pontos ao mesmo tempo: 64 peças de grosso calibre atiram sobre a vila, que tem uma área pouco extensa. Que despertar para aqueles infelizes habitantes!…”

Imagem 1 retirada do Livro: “The French Campaign in Portugal 1810 – 1811 – An Account by Jean Jacques Pelet”.

Imagem 2 – Capa do livro “The French Campaign in Portugal 1810 – 1811 – An Account by Jean Jacques Pelet”.

Referência Bibliográfica:

Memórias Militares de Um Oficial do Primeiro Império

Linhas de Torres Vedras: memórias francesas sobre a III invasão / introd. António Ventura; trad. Maria da Luz Veloso; rev. Alice Araújo. – Lisboa: Livros Horizonte, 2010. pág, 91.