O Cerco De 1663 O último Terço Rocroi

“Sabias que a 2 de Julho de 1663...” O “cerco” de 1663-O Erro do Duque de Osuna

Durante a Guerra da Restauração, e após uma longa campanha no Alentejo, as forças espanholas voltaram-se para a Beira, na qual Almeida foi o primeiro bastião a ser atacado. Comandava então o exército espanhol nesta fronteira o 5º Duque de Osuna, Gaspar Telléz-Girón y Sandoval, que através dos seus espiões, soube da falta de homens que havia para defender Almeida.

Assim sendo, avançou em direção a Almeida, enquanto pelo lado português, o general de artilharia e Governador da Beira, Diogo Gomes de Figueiredo apressava-se a organizar as defesas e a consertar a muralha da Fortaleza de Almeida como podia. Contaria ele com cerca de mil homens, que durante a madrugada do 1 para o 2 de julho, viram chegar o exército inimigo: o Duque de Osuna contava com cerca de cinco mil soldados, e dado o que sabia, estava confiante.

É antes do romper da alvorada do 2 de julho que se dá o ataque, com os soldados espanhóis a avançar por cinco frentes, com o objetivo final de entrar pelo Baluarte de São Francisco, onde encostaram as suas escadas e começaram a escalada. Na penumbra apenas se viam as chamas do fogo dos mosquetes, o que aumentou ainda mais a confusão já de si típica de uma batalha; combatia-se sobretudo junto da porta da fortaleza e no baluarte de São Francisco. O que salvou a Fortaleza foi o excesso de coragem do Duque espanhol, que ao aproximar-se da frente para inspirar os seus, teve o seu cavalo abatido por um tiro de artilharia; perdeu a coragem, e pôs-se em fuga num outro cavalo. Os seus soldados, sem um líder, igualmente fugiram de forma desordenada, deixando para trás as armas e tudo o que havia no acampamento.

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