Freguesia raiana, situada numa planície, possui Malpartida uma notável construção histórica, a bela igreja matriz, em estilo romântico, cujos sinais se encontram no campanário que está no encume frontal por cima da porta principal do templo.
Nesta freguesia existem importantes vestígios arqueológicos que percorrem diversas épocas. Vão desde as sepulturas cavadas na rocha, existentes em grande numero e localizadas na área denominada Nave de Mouros, até à atalaia, provavelmente construída por alturas da Guerra da Restauração. Perto da povoação de Malpartida, no sítio da tapada de Machado, ou Lapa Escura, próximo das Atalais, ainda são bem visíveis os restos do que foi uma torre circular, de alvenaria, com 1,5 metros de raio.
Em Março de 1645 os castellanos provocaram grandes estragos quando envoltos em fúria se dirigiam para Almeida. No Verão de 1762, durante o cerco de Almeida, foi a povoação totalmente saqueada, não sendo sequer poupada a roupa dos habitantes.
Para Malpartida, a paz nem 50 anos durou, tendo ficado célebre o combate aqui travado em 8 de Julho de 1808 contra os invasores franceses.
Tornou Malpartida a estar em foco durante a 3.ª Invasão Francesa. Dois factos relevantes: a transferência do quartel-general de Ney para a povoação e a façanha de Brenier que conseguiu, num golpe de audácia, salvar a sua tropa cercada em Almeida.
Na sequência da revolta de Torres Novas, iniciada em Fevereiro de 1844, foi aqui instalada a 3.ª Brigada dos Viscondes de Fonte Nova que fazia o cerco a Almeida.
Património