Integrada no concelho de Almeida desde 1883, a freguesia de Malhada Sorda tem características essencialmente agrícolas. A própria toponímia vai nesse sentido. Malhada é o nome de sentido pastoril - o lugar onde estanceia o gado.
Situada no margem direita do Côa, Malhada Sorda conheceu os habitantes paleolíticos, como aconteceu em toda esta região. A pedra d'anta, próxima do Carril, terá sido um dólmen de grandes dimensões, embora até hoje tenham resistido apenas três lajes de 2,5 m x 1,5 m. Próximo da freguesia, foram encontrados vestígios de uma estação luso-romana, cuja área urbana se estendia por vinte hectares Terá sido a cidade de Oppidanea, que era servida pela via romana que da Guarda seguia para Salamanca, em Espanha.
A estrutura geomorfológica de Malhada Sorda não favoreceu particularmente estes povos. Os solos eram constituídos em grande parte por granitos, por isso muito pobres. Ainda hoje se encontram muitas formações graníticas à superfície. Situada em planalto, cortada por pequenas elevações e depressões, a freguesia eleva-se a uma altitude de 800 metros.
Da dominação romana, até ao momento em que a povoação se constituiu em freguesia independente, passaram muitos séculos. Malhada Sorda foi ao longo desse tempo um curato anexo à reitoria de Vila Maior, e depois disso ao concelho de Vilar Maior (extinto em 24 de Outubro de 1855), ao de Sabugal e a partir de 1 de Março de 1883 ao de Almeida.
Património