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Freguesia de Castelo Mendo

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História

 

Freguesia situada na margem esquerda do rio Côa, a cerca de 20km da sede do concelho, é constituída pelas povoações de Castelo Mendo e Paraizal, lugar onde existe um belo e muito antigo relógio de sol.

A história de Castelo Mendo é riquíssima, tendo sido cabeça de um concelho de grande importância, que dominava uma vasta área. O poder de outrora está ainda hoje bem representado na actual povoação. Toda ela é uma fortaleza, ou melhor diríamos, um museu.

Castelo Mendo situa-se num morro, a cerca de oitocentos metros de altitude.

Nesta paisagem de grande beleza, instalaram-se desde cedo os primeiros habitantes. Aí deverá ter existido, antes da chegada dos romanos, um castro lusitano, importante sob o ponto de vista estratégico e por isso aproveitado por aquele povo. Restos de antigos troços de estrada, ultimamente encontrados na povoação, bem como alguma cerâmica e diversas moedas, provam a remota existência neste local de um centro político e administrativo relativamente importante.

A localização geográfica de Castelo Mendo, se actualmente constituiu um travão ao seu desenvolvimento, funcionou em diferentes momentos como força motriz fundamental para o progresso. Assim aconteceu com a Reconquista Cristã. Castelo Mendo, situado num morro, garantia a defesa das terras da margem esquerda do rio Côa. Daí à construção do castelo, foi apenas um pequeno passo, decidido por D. Sancho II em meados do sé. XIII. Este monarca, em 15 de Março de 1229, deu foral a Castelo Mendo.

Pelo mesmo foral, é criada uma feira franca em Castelo Mendo, que se realizaria três vezes por ano. Na Páscoa, na festa de S. João e na de S. Miguel. Cada uma iria durar oito dias e os seus participantes beneficiariam da protecção real durante a sua realização, fossem "credores ou homicidas". Segundo Virgínia Rau, foi a primeira vez que na documentação oficial surgiram referências a feiras, já que anteriormente eram comuns alusões a mercados locais. A de Castelo Mendo terá sido a pioneira no que diz respeito às feiras medievais portuguesas.

Com D. Dinis, Castelo Mendo tornou-se um ponto ainda mais importante na estratégia defensiva do reino. Depois do reinado de D. Dinis as muralhas de Castelo Mendo passaram a constituir um ponto de defesa muito eficaz paras as lutas com Castela. Ao mesmo tempo, foram concedidos novos privilégios à povoação e ampliados os benefícios apresentados no primeiro foral. O mesmo voltou a acontecer com D. Manuel, em 1 de Junho de 1510.

 

 

Património

 

Património Classificado:

  • Castelo de “Castelo Mendo” (Decreto Lei N.º 35/443 de 21-01-1946) – Românico e Gótico / séc. XIII / XIV (Conjectural)
  • Aldeia de Castelo Mendo (Decreto N.º 29/84 de 25 de Junho) - Medieval
  • Pelourinho de Castelo Mendo (Decreto N.º 23/122 de 11-10-1933) – Estilo Manuelino / séc. XVI

Património Edificado:

  • Chafariz D’El Rey – Periurbano / séc. XIV / XIX (Conjectural)
  • Fonte Nova – Periurbano / Fonte de Mergulho Gótica / séc. XIV (Conjectural)
  • Fonte Velha – Periurbano / Fonte de Mergulho Românica / séc. XIII (Conjectural)
  • Fonte Estrufa – Fonte de Mergulho / séc. XIII (Conjectural)
  • Antiga Casa da Câmara e Cadeia – Intramuros / séc. XVII (Conjectural)
  • Casa Quinhentista da Rua Direita – Intramuros / séc. XVI
  • Casa de Alpendre Quinhentista da Rua Direita – Intramuros / séc XVI
  • Casa Manuelina da Rua Direita – Intramuros / séc. XVI
  • Casa Manuelina da Rua do Castelo – Intramuros / séc. XVI
  • Casas Manuelinas da Rua do Forno – Intramuros / séc. XVI
  • Casa de Balcão Alpendrado da Rua do Palheiro – Intramuros / séc. XVII (Conjectural)
  • Casa de Varanda Alpendrada do Largo do Pelourinho – Intramuros / séc. XVI / XVII (Conjectural)
  • Casa do Fidalgo da Rua Direita – Intramuros / séc. XIX (Conjectural)
  • Casa Filipina da Rua da Praça – Intramuros / séc. XVI (1596)
  • Casa Filipina do Largo de S. Vicente – Intramuros / séc. XVI (1595)
  • Casa Manuelina do Largo de S. Vicente – Intramuros / séc. XVI

Património Religioso:

  • Ruínas da Igreja de St.ª Maria do Castelo – Intramuros / Românico e Mudéjar / séc. XIII / séc. XVI (Conjectural)
  • Igreja de S. Pedro – Intramuros / séc. XIX (Conjectural)
  • Igreja de S. Vicente – Intramuros / séc. XIII / XVI / XVII (Conjectural)
  • Capela do Cemitério – Periurbano / séc. XVI
  • Calvário – Periurbano / séc. XIX (Conjectural)
  • Cruzeiro – Periurbano / séc. XVII / XVIII (Conjectural)
  • Alminha Devocional – Periurbano / XVIII / XIX (Conjectural)
  • Cruzeiros junto ao Alpendre – Periurbano / séc. XIX

Património Arqueológico e Etnográfico:

  • Alpendre de Feira – Periurbano / séc. XIII / XIV (Conjectural)
  • Pombal junto ao cemitério – Periurbano / séc. XIX (Conjectural)
  • Pombal junto à Porta da Vila – Periurbano / séc. XIX (Conjectural)
  • Forno Comunitário – Intramuros / séc. XVIII / XIX (Conjectural)
  • Calçada da Ribeira dos Cadelos – Periurbano – Romano e Medieval
  • Povoado da Idade do Bronze Romanizado (Castro) – Intramuros (séc. XI-X a.c até ao séc. I a.c)
  • Berrões ou Verracos – Intramuros – Idade do ferro (séc. IV / I a.c) até à Romanização
  • Relógio de Sol no Paraizal – Urbano - / séc. XIX (1869)

Património Natural e Lazer:

  • Paisagem sobre a Ribeira dos Cadelos até ao Rio Côa (Porto de S. Miguel)

 

Tradições

 

Festas e Romarias

  • Nossa Senhora de Fátima (13 de Maio ou domingo mais próximo)
  • Santo António (Agosto) 

Feiras

  • Feira Medieval (15 Março)

Gastronomia

  • Enchidos 
  • Bucho
  • Pão Leve
  • Bola Parda

 

 

Actividades Económicas

  • Agricultura
  • Pecuária

 

Anexas

  • Paraizal
Agenda de eventos
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Exposição Colectiva de Vitrais
Sugestões de leitura para o mês de Fevereiro
34º Corta-Mato Distrital
4ª Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural
3ª Feira de Coleccionismo e Antiguidades e 2ª Feira do Agricultor
Exposição de Bijutaria e Acessórios
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